Novela
Antes de mais nada, preciso explicar o gênero aqui empregado.
Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode dizer-se que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos - em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, por assim dizer, uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas).
Algumas pessoas costumam dividir os estilos literários de acodo com o número de páginas. Assim sendo: a novela tem entre 50 e 100 páginas. Enquanto o romance supera facilmente as 400 páginas.
Acredita-se que o estilo teve início no Renascentismo com Giovanni Boccaccio (1313-1375) e a sua grande obra, o Decameron, ou Decamerão, que rompeu com a tradição literária medieval.
Decameron é uma compilação de cem novelas contadas por dez pessoas, refugiadas numa casa de campo para escaparem aos horrores da Peste Negra, a qual é objeto de uma vívida descrição no preâmbulo da obra.
Outra novella que merece destaque foi escrita por Ernest Hemingway, intitulada “O velho e o mar”… Difícil encontrar alguém que ainda não tenha lido esse livro.
Bem, é importante dizer que os folhetins televisivos deveriam ser chamados de teleromances e não de novelas, mas como o Brasil recebeu o “pacote” novelístico diretamente do México, país de lingua espanhola onde se diz telenovelas, por aqui ficou conhecido dessa forma.
Diante de tal fato, ao me intitular como “autora” de escritos cujo gênero literário é “novela”, todos me perguntam se faço roteiros para a televisão. E claro que minha resposta é não…
A composição básica do estilo em questão é a seguinte: fundamentalmente a trama gira em torno de um único personagem com quem nos identificamos ou não.
É bem comum o personagem principal de uma novela proporcionar uma relação próxima com o leitor ou então completamente distante, levando o leitor a repudiá-lo de forma intensa.
Seja qual for o resultado final para o leitor, é sempre muito bom verificar tais sensações no leitor por parte de quem escreve.
Estou escrevendo meu terceiro texto nesse estilo: o primeiro “O Diário de uma Solidão” foi postado no meu antigo blog Acqua e o segundo “O Extremo Oriente” encontra-se a disposição no blog Tudo é Hístória postado em pouco mais de quarenta capítulos…
Atualmente publico também no blog Tudo é História a trama “De corpo e Alma” cuja personagem principal é Deborah Peixotto, uma artista plástica conhecida mundialmente que volta ao Brasil em busca de uma paixão que cause tormento em sua pele.
>> para ler a trama, clique aqui…
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