Teorias (im) possíveis?!?
Ela não me conhece, não sabe absolutamente nada de mim e vive a milhões de quilometros de distância. Então por que será que ela falou de mim com tanta propriedade??? Juro que eu me senti interpretada num pequeno trecho. rs
(…)
Eu não me relaciono bem com as pessoas da minha idade. Talvez a verdade seja que eu não me relaciono bem com as pessoas, e ponto final. Até a minha mãe de quem eu era mais próxima do que de qualquer outra pessoa do planeta, nunca esteve em sintonia comigo, nunca esteve exatamente na mesma página. Às vezes eu me perguntava se eu via as mesmas coisas que o resto do mundo. Talvez houvesse um problema no meu cerebro.
(…)
Stephenie Meyer em “crespúsculo” – ela é sem dúvida a escritora do momento. Li o livro, assisti ao filme e se tivesse que escolher ficaria com o livro e os detalhes que os filmes fazem questão de esquecer (como sempre)…
Mesmo assim, o livro ficou devendo um pouco. Falta elementos e argumentos, mas dá pra entender porque tanta gente o está lendo. A magia tem os seus encantos no atual momento, mais que nunca precisamos do imaginário fantasioso trabalhando a nosso favor…
Antes tarde que nunca…
Antes de postar o texto “Antes tarde que nunca” quero agradecer a participação de todos nessa brincadeira: @alfinete @lyzandra @francys @luma (a aniversariante dessa terça-feira) @dilermanomartins @mayaramader @nilza @rã @agnes @paulo @madalenabarranco @neiva…
Valeu galera pela participação e pela criatividade. Nota Dez… Agora vamos ao texto…
Ele era um homem rude, há anos fazia o mesmo trabalho… Muitas mulheres haviam passado por sua vida, mas ele não se lembrava de nenhuma delas, contudo, havia apenas uma de quem não se esquecia. A única que ele realmente desejou… A única que não foi dele…
Ela era menina de pouca idade, moça, assanhada, oferecida. Filha do amigo, colega de profissão. Resistiu a todas as investidas. Recusou sua nudez e a deixou inúmeras vezes imersa num choro típico de quem se sente rejeitada. Ela dizia em meio aos soluços “um dia irá se arrepender” mas ele não lhe dava atenção alguma…
Os anos passaram e ele envelheceu junto com seus muitos relacionamentos. Ocupava o cargo de destaque em seu trabalho, era respeitado. Tinha a sua disposição muitos homens que agiam de acordo com seu comando, sempre correto, sempre austero, sempre determinado…
Contudo, a morte de um de seus colegas no cumprimento do dever trouxe para seu grupo um novo membro, era ela… Já não era mais menina, tão pouco assanhada, oferecida. Era mulher de cabelos presos, tão rude, tão senhora de si. Prestou-lhe continências ao se apresentar com os papéis necessários em mãos, disse nome com altivez “Tenente Rangel se apresentando Senhor” e ele a deixou a vontade, muito embora ele não estivesse… A farda vestia aquele corpo feminino muito bem, aquele olhar vestia uma intensidade deliciosa e aqueles lábios constantemente umedecidos pareciam uma fruta saborosa. Ele precisou respirar fundo e recompor-se, afinal era um comandante e iria trabalhar com ela a partir daquele instante. Relacionamentos entre eles era inadmissível…
Dias depois de cumprirem um trabalho que consistia em desmantelar um grupo organizado, voltaram para o comando onde totalizavam uma vez as perdas. Mas havia mesmo assim um gosto de vitória. Todo um bando havia sido detido. Os relatórios precisavam estar sobre a mesa dele, algo que foi feito pela Tenente Rangel em cima da hora. Ela adentrou a sala dele após bater e receber a autorização para entrar e ele aproveitou-se do momento para dela se aproximar. Sentiu o cheiro do corpo ainda suado de todo aquele árduo trabalho e desejou tocá-la. Ela abandonou o relatório sobre a mesa dele e ao virár-se, cruzou seu olhar com o dele e se viu ali, diante daquele homem que a desejava desde a sua meninice, mas agora ele sentia-se livre para tocá-la… Ela o encarou com altivez, do alto de sua arrogância, olhos nos olhos, era possível sentir a respiração um do outro…
Mas ela foi ficando com muita raiva dele a ponto de parecer estar espumando. Ele a encurralou contra a mesa e sua mente poluída já estava um passo a frente, cheio de idéias e pensamentos interessantes,mas ela conseguiu fugir dele antes que ele tentasse qualquer coisa. Mas antes de sair ela lembrou a ele o que ela havia dito antes “eu disse que você iria se arrepender” e tratou de seguir seu caminho, mas ele não desistiu e foi atrás dela, alcançando ela no elevador.
E antes que a porta se fechasse ele chegou, com seus desejos a flor da pele. Parecia um lobo pronto para o ataque e ela lá, indiferente, apertando o botão para que as portas do elevador se fechassem.
Com a troca de olhares e respiração intensa, ele deu um suspiro profundo e lembrou-se de sua posição e da situação em si, pois, não era possível ter um envolvimento com ela. Mas por um momento suas mãos ligeiramente tocaram as mãos dela e Raquel deu um passo ao lado sentindo toda a intensidade daquele momento.
…concha segura.
- O que disse?
- Estava pensando alto. Se não fosse pela sua experiência, nós não teríamos voltado da missão.
- Não somente pela minha experiência, formamos uma equipe – inesperadamente perguntou a ela – Tem algum compromisso? Poderíamos sair para comemorar, que acha?
Ele chegou tão perto que era possível sentir-lhe o hálito, ela recuou, sentiu o quanto seria difícil cumprir a ameaça da adilecência, respondeu:
- Já tenho compromisso com os camaradas, iremos ao Bar Arco Ires, mas você será bem vindo…
Ela percebeu seus olhares não havia quem não notasse, mesmo ele tentando esconder ao máximo. Um súbito de coragem a tomou e ela disse firme:
_Sei o que esta a lembrar!
Ele engoliu a seco, a mulher continuava a ser atrevida e cheia de si, assim como na meninice.
_Daquela menina que o Sr. conheceu comandante, nada restou.
E se afastou não dando espaço pra resposta.
Outras pessoas entraram no elevador. Enquanto isso ele a observou. Seus cabelos longos estavam presos num rabo de cavalo e sua franja lisa, solta pra o lado direito, bagunçava com uma certa facilidade. Ele se contorcia por dentro e apertava as mãos com punhos fechados atrás das costas cada vez que isso acontecia, como forma de controlar a vontade que tinha de pegar aquele cabelo e gentilmente coloca-lo para traz.
Mas não ele não ousaria, o comandante não seria capaz de cordialidades, tão pouco de carinho, ele se forçava pensar que era esse o motivo de se manter recluso, mas na verdade sabia que evitava o contato com medo de não conseguir controlar o seu desejo, não só de toca-la, mas de tela inteira pra si como um dia ela já quis.
As pessoas saíram, o andar deles era o próximo.
Estavam lado a lado na porta do elevador, prontos pra sair.
Antes da que a porta abrisse ele não se conteve, deu um passo para o lado e alcançou com a mão o botão de travar porta e apertou!
Ela olhou em seus olhos como se o cobrasse pelo atrevimento de trancá-la daquela forma tão vil e insolente, porém seu coração já não era tão firme quanto suas atitudes, suas mãos suavam e suas lembranças daquele desejo de tempos passados, estava ali – diante dela. Num movimento único e magico, ele agarrou-a pela cintura e …
evitou que ela desmaiasse…
Ele a segurou nos braços, era na verdade um fingimento, um último argumento válido para fugir daquela situação, pois ela sabia que não iria resistir a ele por muito tempo. Sentia vontade de se deixar levar pelo momento.
Mas o fingimento não teve o efeito esperado porque ele partiu para uma respiração boca a boca, certo de que ela estava a fingir. Afinal, ela era uma militar, não iria desmaiar por tão pouco.
E a respiração boca a boca virou beijo, roupas sendo arrancadas com pressa e o desejo crescendo… Mas eis que a porta do elevador inexplicavelmente abriu-se.
Por sorte se abriu na cave de saída para o parque de estacionamento, e no exacto momento em que há uma falha eléctrica…
O silêncio predominou neste instante, só mesmo a respiração. Por instantes a memória dos dois foi buscar lá no passado as lembranças e ambos se emocionaram cada um com a sua.
O que fazer agora? a hierarquia sinalizava para um, mas a irracionalidade dos sentimentos para outro, Os olhos novamente se encontraram e algumas palavras saíram da boca dele, meio que sussurradas e ela, meio que em transe nada ouvia.
O momento foi interrompido pela luz da racionalidade e o que poderia/deveria acontecer novamente foi adiado.
Olhares, palavras, lembranças, tudo postergado até que mais uma batalha se desenrolasse, num outro campo…
Raquel achou que teria que controlar-se ao máximo e colocar sua Força para dominar aquela situação, que já estava ficando insuportável e de certa forma cômica. Daquela vez eles estavam praticamente sozinhos na garagem, e ela lembrou-se com desconforto quando sua amiga taróloga insistiu para interpretar-lhe o destino, onde ressurgia uma paixão do passado que ela dificilmente conseguiria deixar de se envolver. Mas Raquel também se lembrou do arcano XI do Tarô, a Força, que dominava o instinto pela razão. E ela seria a dama da Força naquele momento. O homem se aproximou dela, não sem antes colocar seu quepe sobre a câmara de segurança e enlaçou-a pela cintura com firmeza. Raquel sentiu que as pernas lhe tremiam, contudo, reagiu aplicando-lhe um safanão bem na hora em que o o alarme de um carro disparou chamando a atenção das pessoas distantes. Vermelha até as orelhas, Raquel, controlou-se e e convidou o chefe para uma comemoração entre amigos pelo sucesso da missão. Ela apenas não sabia se conseguiria dominar sua “Força” numa próxima vez.
Ele ficou um pouco desnorteado com o convite e titubeou antes de aceitar, sentindo que dava um passo além do ponto em que poderia retornar.
Ela sorriu interiormente, satisfeita por esta oportunidade. Depois de tantos anos, tinha a oportunidade perfeita para vingar-se de todas as vezes em que a desprezou. Tinha que ter calma e ir devagar para que não percebesse.
Não queria apenas a oportunidade de dizer-lhe não, queria mais. Queria aquele homem comendo em sua mão.
fim…
Vamos brincar???
Aproveito-me do final de semana pra deixar aqui um convite a todos vocês: sim, vamos brincar um pouco?
A brincadeira é bem simples: “eu começo e vocês continuam”… OU seja, eu começo contando uma história aqui, o próximo a comentar continua dando seqüência na história. Ok? Então vamos lá…
Ps. A continuação escrita por vocês eu posto na segunda-feira e não sejam tímidos, viu? Eu sei que dentro de cada um de vocês mora um escritor! hehehehe. Beijos
Antes tarde que nunca
Ele era um homem rude, há anos fazia o mesmo trabalho… Muitas mulheres haviam passado por sua vida, mas ele não se lembrava de nenhuma delas, contudo, havia apenas uma de quem não se esquecia. A única que ele realmente desejou… A única que não foi dele…
Ela era menina de pouca idade, moça, assanhada, oferecida. Filha do amigo, colega de profissão. Resistiu a todas as investidas. Recusou sua nudez e a deixou inúmeras vezes imersa num choro típico de quem se sente rejeitada. Ela dizia em meio aos soluços “um dia irá se arrepender” mas ele não lhe dava atenção alguma…
Os anos passaram e ele envelheceu junto com seus muitos relacionamentos. Ocupava o cargo de destaque em seu trabalho, era respeitado. Tinha a sua disposição muitos homens que agiam de acordo com seu comando, sempre correto, sempre austero, sempre determinado…
Contudo, a morte de um de seus colegas no cumprimento do dever trouxe para seu grupo um novo membro, era ela… Já não era mais menina, tão pouco assanhada, oferecida. Era mulher de cabelos presos, tão rude, tão senhora de si. Prestou-lhe continências ao se apresentar com os papéis necessários em mãos, disse nome com altivez “Tenente Rangel se apresentando Senhor” e ele a deixou a vontade, muito embora ele não estivesse… A farda vestia aquele corpo feminino muito bem, aquele olhar vestia uma intensidade deliciosa e aqueles lábios constantemente umedecidos pareciam uma fruta saborosa. Ele precisou respirar fundo e recompor-se, afinal era um comandante e iria trabalhar com ela a partir daquele instante. Relacionamentos entre eles era inadmissível…
Dias depois de cumprirem um trabalho que consistia em desmantelar um grupo organizado, voltaram para o comando onde totalizavam uma vez as perdas. Mas havia mesmo assim um gosto de vitória. Todo um bando havia sido detido. Os relatórios precisavam estar sobre a mesa dele, algo que foi feito pela Tenente Rangel em cima da hora. Ela adentrou a sala dele após bater e receber a autorização para entrar e ele aproveitou-se do momento para dela se aproximar. Sentiu o cheiro do corpo ainda suado de todo aquele árduo trabalho e desejou tocá-la. Ela abandonou o relatório sobre a mesa dele e ao virár-se, cruzou seu olhar com o dele e se viu ali, diante daquele homem que a desejava desde a sua meninice, mas agora ele sentia-se livre para tocá-la… Ela o encarou com altivez, do alto de sua arrogância, olhos nos olhos, era possível sentir a respiração um do outro…
Agora é com você…
Poesia no metrô…
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O projeto "Poesia no Metrô" está exibindo poesias de poetas consagrados nas paredes das estações da Linha 2 – Verde do Metrô…
Idéia legal, mas porque só de poetas consagrados??? A pergunta não quis ficar em mim e o motivo é que São Paulo tem muitos poetas desconhecidos e que ainda não encontraram um espaço para seus escritos…
Uma pena o metrô não repitir a atitude da cidade de Poá (no sul do país) que exibe poemas nos ônibus e trens da cidade. A mostra já está na 15° edição nos ônibus e na 3° edição nos trens metropolitanos. Qualquer um pode participar, basta se inscrever…
>> eu fiquei sabendo sobre esse projeto no blog Simples como Pão que participou da “Terceira Edição do Abre Aspas”…
Enfim, aqui em São Paulo na Linha Verde do Metrô você encontra os poetas de sempre, entre os 21 autores selecionados estão Camões, Alphonsus de Guimarães, Gonçalves Dias, Augusto dos Anjos, Castro Alves, Olavo Bilac, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Carlos Drummond de Andrade.
Boa viagem aos paulistanos…
Modo on…
“Mas eu que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha”
Buy Belo, in “Monte Abraão, Todos os poemas – 2, 2a. Ed., Assírio e Alvim, 2004
O silêncio ocupou-se de mim e eu fiquei ausente – acho que tudo na vida tem sentido e acontece pra que você preste atenção em algo que você por alguma razão ignorou…
Pois bem, uma semana depois (o mundo parou de girar. Não fique feliz, eu não fiquei menos tonta por isso – rs).
Meus e-mails finalmente estão em dia, minhas visitas também. Li muita coisa boa, mas comentei pouco porque o silêncio ainda estava por aqui. Sou assim mesmo, quando o silêncio me abraça, eu nada digo…
Mas descobri muitas paisagens graças ao “Abre Aspas Terceira Edição” e já penso na próxima, porque é muito bom ver poesia diante dos nossos olhos e eu conheci muitos poetas que eu sequer imaginava existirem e olha que poesia tem grande espaço em minha pele, em minha alma. Mas disso vocês bem sabem? Não é mesmo?
Mas hoje é só para avisar que saí do modo off e já estou em modo on…
Dia de Lua Negra, céu nublado, vento junto a jabuticabeira, milhões de idéias na cabeça, o cão olhando para o vazio do mundo, deitado no meio do caminho (como de costume) chá esperando por mim sobre a mesa… Diário repleto de precipitações e livros com folhas ainda por ler…
O dia promete e já são 11h19m…
Dicas apetitosas: para quem gosta de São Paulo vai adorar esse post da queridíssima Maria Augusta e a imagem acima, eu encontrei num passeio que fiz por aqui…
Update. Depois de ter escrito o post, estava navegando pela net e lá no sempre apetitoso blog da Luma encontrei o verso que tomei a liberdade de trazer para cá porque pra mim, poesia é isso, ou te alcança ou se perde de vez…
Blogagem Coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”
Devido a um problema aparentemente não identificado, fiquei sem internet a partir do meio da tarde de ontem e só tive o sinal reestabelecido hoje, portanto, espero a compreensão de vocês no fator atraso em postar a refira lista de participações na blogagem coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”…
Acabei de visitar os participantes agora e fiquei muito feliz em verificar que a maioria optou por nos apresentar poetas “próximos”… Isso sim é um presente!
Tive a oportunidade de conhecer muitos poetas, um verdadeiro oceano de possibilidade e diante desse fato só tenho a agradecer a participação de todos vocês…
1 – Maria Augusta
2 – Luz de Luma
3 – A Casa do Mago
4 – Identidade Própria
5 – Enredos e tramas
6 – Movido a Vapor
7 – Pequenos Fragmentos
8 – Versos Bárbaros
9 – Orgulho de ser
10 – Pensieri
11 – Saia Justa
12 – Sandra Andrade
13 – Relações e Enrolações
14 – Je suis en train de chercher
15 – Simples como pão
16 – Eu e eu
17 – Encantaventos
18 – La Maison d´Ávila
19 – Infinito Particular
20 – Quer ler? eu deixo!
21 – Interlúdio
22 – Mulher em questão
23 – Estrela Vespertina… turbulenta
24 – Na casa da vovó
25 – Crônicas de Afeto
26 – Flor De liz
27 – Sturm and Drang
28 – Fio de Ariadne
29 – Inventário de naufrágios
30 – Sapateiros de Palavras
31 – Coletânea da Comunidade
32 – The page of my life
33 – Despindo Estórias
34 – Adriana Costa
35 – Simples e original
36 – 50 possibilidades
37 – Ana–lisando os dias
39 – Blue Moon
40 – Pele em Flor
41 – Blog Linha
Caso você tenha participado e seu link não esteja aparecendo na listagem acima, me avise…
Abraço meus a todos
Lunna
Blogagem Coletiva Abre Aspas Terceira Edição
Poemas de Li Bai
Ansiedade
Extingue-se a luz do sol,
a névoa cobre as flores,
a Lua, branca como a seda, chora e não dorme.
Esfiapadas nas cordas da cítara,
não mais dedilhadas.
Melhor escutar ao longe
o tanger do alaúde.
Ninguém sabe
o porquê desta canção
arrastada pelo vento da Primavera
para terras longínquas.
Tu, tão distante,
por detrás do céu azul.
Tive outrora
um vislumbre de ti,
em meus olhos,
hoje um poço de lágrimas.
Se não acreditas
no rasgar de um coração,
regressa e olha comigo
este espelho.
Li Bai é considerado o maior poeta romântico da dinastia Tang. Conhecido como o poeta imortal, encontra-se entre os mais respeitados poetas da história da literatura chinesa. Aproximadamente mil poemas seus subsistem em nossos dias. O mundo ocidental introduziu os trabalhos de Li Bai através de muito liberais traduções de versões em japonês dos seus poemas, realizadas por Ezra Pound.
Li Bai é mais conhecido pela sua imaginação extravagante e as imagens taoístas da sua poesia, ao mesmo tempo em que pelo seu grande amor à bebida. Assim como Du Fu, Li Bai passou grande parte da sua vida viajando, situação que se pôde permitir graças à sua relaxada situação econômica. Diz-se que morreu afogado no rio Yangzi, tendo caído do seu bote ao tentar abraçar o reflexo da lua, estando sob os efeitos do álcool.
———————————
Após as 18 horas eu publico aqui a listagem dos participantes da Terceira Edição da Blogagem Coletiva Abre Aspas Terceira Edição – conforme forem acontecendo as confirmações de postagem…
Aqueles que só souberam da blogagem hoje, fiquem a vontade para a participar, basta postar o poema escolhido e uma pequena biografia do autor do mesmo.
Grata pela participação de todos
Aviso aos navegantes…
Oi gente, aqui é o “amore da Lunna” – o Marco!
Não se assustem, eu estou apenas de passagem por aqui para avisar que a Lu está melhor e que foi apenas uma virose (nada demais na verdade) mas ela acabou ficando ausente da net e das atividades habituais, inclua-se aí: blogs, e-mails, entre outros…
Eu não sei se vocês sabem, mas aqui em São Paulo tem tido muita variação de temperatura, hoje por exemplo está super quente, muito sol e a Lu não se dá nada bem com isso. Na semana passada choveu a semana toda, mas não esfriou…
Resultado? Indisposição, febre relativamente alta, olhos lacrimejantes, tontura, pressão baixa, falta de ar e algumas piadinhas (preciso tomar cuidado com os porquinhos)…
Em breve ela responderá os muitos e-mails e colocará a casa em ordem por aqui e por aí também…
Grande Abraço a todos
Marco Antonio da Casa do Mago
Ps. Não tenham dúvida que esse moçinho aí na foto está cuidando muito bem da “humana favorita” dele… Companhia constante, vinte e quatro horas por dia – quase não sobra espaço pra mim ali no cantinho da cama (rs).
Gincana de Outubro…
Tarefas da Gincana…
1ª TAREFA – Vá até o blog "inscrito", imediatamente, antes do seu que no meu caso foi o blog “Bento vai para Dentro” um blog que eu já conhecia e que muitas vezes visitei mas onde pouco comento porque a leitura das palavras por lá deixadas pelo Bento quase sempre me pedem silêncio… Eu tenha essa mania… Por favor, não tentem entender.
Dando continuidade as tarefas:
Acabei escolhendo esse post porque ele fala do blog como um todo, dos momentos em que seu autor vive e curiosamente fala da possibilidade de uma continuidade e ao mesmo tempo em que parece que tudo irá terminar ali, mas então, lá estão os posts seguintes e você sabe que nada se perdeu ou acabou e é preciso ler cada um dos posts para saber o porque da continuidade…
E mesmo assim é interessante notar que há uma tentativa de finalizar absolutamente tudo numa sexta-feira… Sempre a bendita sexta-feira, como se ela fosse realmente o fim de tudo!
Enfim, o Ministério da Saúde adverte ler bento-vai-pra-dentro pode causar problema de atenção (deixando você horas inteiras diante da tela do computador) também pode deixá-lo indignado, curioso e finalmente impregnado de um forte desejo de partilhar o link com outras pessoas, assim sendo:
O cão humaniza o homem ou será o contrário?!?
Estava eu a caminho do centro de São Paulo, como de costume: ruas cheias, trânsito parado e embaixo do viaduto uma cena chamou a minha atenção repentinamente: um catador de papel, sentado ao lado de seu carrinho cheio de caixas, vira-se para uma cadelinha e diz:
“Quero ver se essas malditas pulgas vão continuar a machucar você”…
De dentro de uma sacolinha, ele tirou um frasco, espalhando o conteúdo do mesmo sobre o cão. Misturava-se ali: afagos e cuidados vários. Impossível não se sensibilizar com tal cena. Os dois riem solto – o homem tradicionalmente com os lábios e o olhar, a cão como de costume, agitando o rabo freneticamente – os dois cheios de uma felicidade singular.
Impossível não se perguntar: “O cão humaniza o homem – ou será o contrário”?
Infelizmente nessa hora, o trânsito inventou de se movimentar e eu ainda tentei em vão buscar meios de seguir assistindo aquela cena sutil e gentil. Enfim, ficou em mim a ponto de sentar-me aqui para tecer essa ilusão repentina.
Impossível não afirmar: “melhor mesmo é ser mais canino que humano”…
Teorias…
De tempos em tempos sou tomada por uma paixão avassaladora.
É claro que isso só acontece quando estou distraída dos meus pequenos dramas.
Descobri que é possível acordar “nova” a cada novo dia. Basta se permitir libertar do passado e não ficar voltando atrás para remoer fatos que não serão mudados nunca mais, independente do que se faça. É preciso ser rio vez ou outra, porque este segue sempre em frente.
Ficar lamentando nossos erros e enganos não nos levam a lugar algum e não adianta acrescentar na nossa rotina diária os famosos “se isso, se aquilo, se tivesse”… Passou e passado só serve para nos ensinar que errar é a melhor forma de aprender a acertar. Quem nunca cometeu um erro em sua vida que atire a primeira pedra!
Então eu acordo assim: molhada de rio e me sentindo planta podada na lua minguante (as que tem as raízes fincadas na terra e se permitem expor seus galhos, folhas e frutos devem ser podadas nessa fase da lua). E assim sendo, saio de casa e vou para o meu quintal, onde a grama sorri por causa da chuva que deixa o verde das folhas bem mais intenso. Ah! E graças a chuva na manhã, o céu exibe tons diversos, entre o branco e o cinza de algumas nuvens que ainda insistem em permanecer junto a paisagem… E o azul intenso da atmosfera configura-se entre os raios solares que ainda estão fracos graças ao balé das estações e por alguns instantes, deixam o outono voltar a minha pele. As sensações são antigas… Falta-me apenas uma folha em branco, um pensamento e um verso. rs
Não sei se é o vento que me deixa assim: apaixonada…
Ou talvez a chuva e seus trovões porque eu adoro a intensidade dos trovões. Sinto como se minha pele e minha alma gritasse pelos ares, arrancando lá de dentro todas as saudades antigas, as paixões perdidas, as lágrimas escondidas e tantas outras coisas mais… Os trovões são minhas alegrias…
Não sei. Talvez a paixão me jogue pra fora e me entregue a ventania. Não sei mesmo. Talvez a chuva, sim, quando alcança a pele, faça com que eu sinta a intensidade de ser o que sou. Não sei, mas como saber?
Só sei que me sinto leve e ausente e sei que sou insuportável porque nessas horas vejo poesia até no espirro de um gatinho menino andando pelo muro em seu passeio matinal, onde ele “reclama” de sua solidão e eu entendo a minha… Vejo poesia no cair de uma folha que se despede da vida e faz isso com leveza e serenidade e eu entendo que ainda preciso fazer mais – muito mais…
Vejo poesia no canto da cigarra que avisa sobre a força do verão e das muitas tempestades que virão e eu sinto que é hora de relaxar e abraçar minhas saudades…
Vejo poesia no olhar daquele que amo, que chega sem cerimônia, espantando meu pensamento para longe e eu me perco (sem vontade alguma de me encontrar)…
Então eu vou dormir mais cedo, depois da manhã chegar em minha janela. Ouço os cantos dos pássaros rapidamente, antes de adormece e sei que estou bem. Melancólica é claro. Não podia ser diferente…
A xícara de chá fica esquecida ali no canto, junto com Campos (uma das pessoas de Pessoa). Acaricio as orelhas do meu cão e então adormeço… Já são quase sete horas da manhã.
Não sei nada sobre o mundo lá de fora. As notícias de lá, eu deixo para aqueles que gostam de sofrer…
Comigo, eu quero apenas o beijo do outro nos meus lábios e a carne sussurrando em minhas extremidades…
As paixões são assim, se renovam sempre que eu vou dormir…
Claro, tudo isso são teorias, se possíveis ou não, depende apenas de você! A minha parte eu faço sempre que desperto…
Calendário Poético 2010
As Estações…
Resolvi produzir um calendário diferenciado, afinal de contas, calendário é algo que todos nós temos em casa nos mais variados modelos (do hipermercado, da livraria, da padaria e de tantos outros lugares)…
Então que tal um cenário novo para o nosso tradicional calendário???
O calendário poético terá 12 poesias (sendo uma poesia diferente a cada mês) voltada para os temas que nos acompanham nesses 12 meses – ou seja, as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.
Sendo assim, se você é um poeta, envie suas poesias para francysoliva@gmail.com com o assunto calendário poético até o dia 13 de novembro de 2009. Se sua poesia for selecionada, ela fará parte do projeto e você será informado por email da sua participação.
Lembrando que você pode enviar quantas poesias você quiser, de acordo com o tema proposto (as estações do ano) – mas será selecionada apenas uma poesia de cada autor.
O calendário será impresso em formato A4 horizontal/preto e branco, encadernação simples e dois furos nas laterais.
A tiragem do mesmo será de 5 mil exemplares e o lançamento será no dia 05 de dezembro de 2009…
Outras informações pelo email.
lunnaguedes@gmail.com
Tudo tem começo, meio e fim…
A sabedoria está viva: como tal, é sempre imprevisível
A ordem é a outra face do caos, o caos é a outra face da ordem
A incerteza que sente em si é a passagem para a sabedoria
A insegurança está presente em quem busca
tropeça-se, mas nunca se cai
A ordem humana é feita de regras; a do mago
não tem regras – flui ao sabor da natureza vivain, O Caminho do Mago, Deepak Chopra
Carissimos, estou naquele momento de silêncio, imersa nas minhas ilusões, entregue aos meus desenhos de melancolias… Tudo isso passa, mas por enquanto sinto-me sozinha, o final desenhou-se por aqui, embora poucos o conheçam… Em breve estará lá e todos saberão que os anos passaram e que ela foi feliz na maior parte do tempo…
A vida é mesmo assim, não?
Sim, eu estou bem, mas sempre que o fim se desenha pra mim, parte de mim sangra. É sempre tão difícil despir-se de um personagem… Você acostuma-se as suas loucuras, insanidades e de repente ele sorri uma última vez e a janela se fecha.
São as formas de magia que a gente se permite…
Sábio é aquele que diz que escritores brincam de ser Deus.
Abraços a todos e até breve…
>> para acompanhar os instantes finais, siga a trilha cliquando aqui
A “difícil” arte de ser um cão…
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Quase seis da manhã e meu cão (um boxer lindo, gracioso e muito amigo) desperta com meus primeiros movimentos pela manhã nublada. Desperta num salto, do sofá para a cama… Lá vem ele com sua alegria matinal me dar bom dia. Sim, vamos juntos para a cozinha: eu vou beber meu chá, ele vai tomar seu leite com biscoitos…
Um passeio pelo jardim, um xixi sobre a grama…
Se esta chovendo, ele resmunga ao seu modo, se espreguiçando e esbanjando preguiça para todos os lados. Olha pra mim com aquela cara, típica de quem diz “está tudo molhado”… Mas lá vai ele, andando na ponta dos pés. Cena engraçadíssima…
Eu me preparo para dar forma aos textos e ele roda várias vezes no mesmo lugar. Então se larga por lá. Parece dar atenção a cada toque dos meus dedos no teclado. Mais silencioso que ele, impossível… Então finalizo um texto e vamos juntos para a cozinha: eu em busca de mais um xícara de chá, ele em busca de um afago ou migalha de pão ou quem sabe mais um biscoito ou outro…
E segue a rotina matinal. Ele almoça pontualmente as 12 horas…
Eu nem preciso de relógio – pontualidade britânica é com ele mesmo! Ele se senta ao meu lado e me olha com aquela cara “então, estou aqui, esta na hora, não é”? Almoço na vasilha (polenta com carne, arroz com legumes – ele não come ração) que ele devora em segundos, bebe água e vai para o quintal feliz da vida… Depois da ida ao seu “banheiro particular” ele acelera num pique magistral. Vem correndo como se fosse o momento mais feliz de sua vida, pula no sofá e literalmente capota! É uma festa canina, de gemidos, sorrisos, contorcionismos mil e por fim o cochilo gostoso que dura até eu me movimentar para um canto qualquer. Ele sempre me segue por todos os lados…
E segue a rotina vespertina. Ele janta pontualmente as 18 horas…
Gente, eu não preciso de relógios: eu tenho um cão!
Ele foi um presente, literalmente falando, chegou em minha vida com pouco mais de quarenta e cinco dias: era uma bolinha de pelo que foi crescendo e simplesmente dobrou de tamanho nesses últimos anos… Eu preciso salientar que ninguém mais no mundo me faria tanta companhia assim: horas inteiras na mais doce serenidade, tecla após tecla. Sim, escrever com ele por perto é um raro prazer. Bate aquele branco, eu respiro fundo, abandono o teclado e lá vou eu brincar com ele e ele se levanta rapidamente como se me convidasse para curtir outras paisagens. Agita as orelhas freneticamente, se espreguiça e põe as enormes patas em meu colo. Ganho beijos (lambidas). Relaxo… E de repente – uma luz no fim do túnel surge e pronto, volto eu para cá… Eu comemoro com ele que resmunga com aquela tradicional preguiça canina, largado no chão, como quem diz “agora ela não sai mais da frente dessa tela, espero que não se esqueça de mim”…
Patrick acaba de completar 06 (seis anos) de vida: de muitas lambidas, mordidas, sorrisos, comemorações na chegada, orelhinha murcha na saída, muitas cambalhotas no sofá, muitos resmungos pelo chão, muitos olhares singulares e um carinho que só mesmo ele sabe confeccionar…
Enfim, são seis anos aprendendo com ele a ver a simplicidade de todas as coisas! Isso sem dúvida alguma merecia um post…
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