Blogagem Coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”
Devido a um problema aparentemente não identificado, fiquei sem internet a partir do meio da tarde de ontem e só tive o sinal reestabelecido hoje, portanto, espero a compreensão de vocês no fator atraso em postar a refira lista de participações na blogagem coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”…
Acabei de visitar os participantes agora e fiquei muito feliz em verificar que a maioria optou por nos apresentar poetas “próximos”… Isso sim é um presente!
Tive a oportunidade de conhecer muitos poetas, um verdadeiro oceano de possibilidade e diante desse fato só tenho a agradecer a participação de todos vocês…
1 – Maria Augusta
2 – Luz de Luma
3 – A Casa do Mago
4 – Identidade Própria
5 – Enredos e tramas
6 – Movido a Vapor
7 – Pequenos Fragmentos
8 – Versos Bárbaros
9 – Orgulho de ser
10 – Pensieri
11 – Saia Justa
12 – Sandra Andrade
13 – Relações e Enrolações
14 – Je suis en train de chercher
15 – Simples como pão
16 – Eu e eu
17 – Encantaventos
18 – La Maison d´Ávila
19 – Infinito Particular
20 – Quer ler? eu deixo!
21 – Interlúdio
22 – Mulher em questão
23 – Estrela Vespertina… turbulenta
24 – Na casa da vovó
25 – Crônicas de Afeto
26 – Flor De liz
27 – Sturm and Drang
28 – Fio de Ariadne
29 – Inventário de naufrágios
30 – Sapateiros de Palavras
31 – Coletânea da Comunidade
32 – The page of my life
33 – Despindo Estórias
34 – Adriana Costa
35 – Simples e original
36 – 50 possibilidades
37 – Ana–lisando os dias
39 – Blue Moon
40 – Pele em Flor
Caso você tenha participado e seu link não esteja aparecendo na listagem acima, me avise…
Abraço meus a todos
Lunna
Blogagem Coletiva Abre Aspas Terceira Edição
Poemas de Li Bai
Ansiedade
Extingue-se a luz do sol,
a névoa cobre as flores,
a Lua, branca como a seda, chora e não dorme.
Esfiapadas nas cordas da cítara,
não mais dedilhadas.
Melhor escutar ao longe
o tanger do alaúde.
Ninguém sabe
o porquê desta canção
arrastada pelo vento da Primavera
para terras longínquas.
Tu, tão distante,
por detrás do céu azul.
Tive outrora
um vislumbre de ti,
em meus olhos,
hoje um poço de lágrimas.
Se não acreditas
no rasgar de um coração,
regressa e olha comigo
este espelho.
Li Bai é considerado o maior poeta romântico da dinastia Tang. Conhecido como o poeta imortal, encontra-se entre os mais respeitados poetas da história da literatura chinesa. Aproximadamente mil poemas seus subsistem em nossos dias. O mundo ocidental introduziu os trabalhos de Li Bai através de muito liberais traduções de versões em japonês dos seus poemas, realizadas por Ezra Pound.
Li Bai é mais conhecido pela sua imaginação extravagante e as imagens taoístas da sua poesia, ao mesmo tempo em que pelo seu grande amor à bebida. Assim como Du Fu, Li Bai passou grande parte da sua vida viajando, situação que se pôde permitir graças à sua relaxada situação econômica. Diz-se que morreu afogado no rio Yangzi, tendo caído do seu bote ao tentar abraçar o reflexo da lua, estando sob os efeitos do álcool.
———————————
Após as 18 horas eu publico aqui a listagem dos participantes da Terceira Edição da Blogagem Coletiva Abre Aspas Terceira Edição – conforme forem acontecendo as confirmações de postagem…
Aqueles que só souberam da blogagem hoje, fiquem a vontade para a participar, basta postar o poema escolhido e uma pequena biografia do autor do mesmo.
Grata pela participação de todos
Aviso aos navegantes…
Oi gente, aqui é o “amore da Lunna” – o Marco!
Não se assustem, eu estou apenas de passagem por aqui para avisar que a Lu está melhor e que foi apenas uma virose (nada demais na verdade) mas ela acabou ficando ausente da net e das atividades habituais, inclua-se aí: blogs, e-mails, entre outros…
Eu não sei se vocês sabem, mas aqui em São Paulo tem tido muita variação de temperatura, hoje por exemplo está super quente, muito sol e a Lu não se dá nada bem com isso. Na semana passada choveu a semana toda, mas não esfriou…
Resultado? Indisposição, febre relativamente alta, olhos lacrimejantes, tontura, pressão baixa, falta de ar e algumas piadinhas (preciso tomar cuidado com os porquinhos)…
Em breve ela responderá os muitos e-mails e colocará a casa em ordem por aqui e por aí também…
Grande Abraço a todos
Marco Antonio da Casa do Mago
Ps. Não tenham dúvida que esse moçinho aí na foto está cuidando muito bem da “humana favorita” dele… Companhia constante, vinte e quatro horas por dia – quase não sobra espaço pra mim ali no cantinho da cama (rs).
Gincana de Outubro…
Tarefas da Gincana…
1ª TAREFA – Vá até o blog "inscrito", imediatamente, antes do seu que no meu caso foi o blog “Bento vai para Dentro” um blog que eu já conhecia e que muitas vezes visitei mas onde pouco comento porque a leitura das palavras por lá deixadas pelo Bento quase sempre me pedem silêncio… Eu tenha essa mania… Por favor, não tentem entender.
Dando continuidade as tarefas:
Acabei escolhendo esse post porque ele fala do blog como um todo, dos momentos em que seu autor vive e curiosamente fala da possibilidade de uma continuidade e ao mesmo tempo em que parece que tudo irá terminar ali, mas então, lá estão os posts seguintes e você sabe que nada se perdeu ou acabou e é preciso ler cada um dos posts para saber o porque da continuidade…
E mesmo assim é interessante notar que há uma tentativa de finalizar absolutamente tudo numa sexta-feira… Sempre a bendita sexta-feira, como se ela fosse realmente o fim de tudo!
Enfim, o Ministério da Saúde adverte ler bento-vai-pra-dentro pode causar problema de atenção (deixando você horas inteiras diante da tela do computador) também pode deixá-lo indignado, curioso e finalmente impregnado de um forte desejo de partilhar o link com outras pessoas, assim sendo:
O cão humaniza o homem ou será o contrário?!?
Estava eu a caminho do centro de São Paulo, como de costume: ruas cheias, trânsito parado e embaixo do viaduto uma cena chamou a minha atenção repentinamente: um catador de papel, sentado ao lado de seu carrinho cheio de caixas, vira-se para uma cadelinha e diz:
“Quero ver se essas malditas pulgas vão continuar a machucar você”…
De dentro de uma sacolinha, ele tirou um frasco, espalhando o conteúdo do mesmo sobre o cão. Misturava-se ali: afagos e cuidados vários. Impossível não se sensibilizar com tal cena. Os dois riem solto – o homem tradicionalmente com os lábios e o olhar, a cão como de costume, agitando o rabo freneticamente – os dois cheios de uma felicidade singular.
Impossível não se perguntar: “O cão humaniza o homem – ou será o contrário”?
Infelizmente nessa hora, o trânsito inventou de se movimentar e eu ainda tentei em vão buscar meios de seguir assistindo aquela cena sutil e gentil. Enfim, ficou em mim a ponto de sentar-me aqui para tecer essa ilusão repentina.
Impossível não afirmar: “melhor mesmo é ser mais canino que humano”…
Teorias…
De tempos em tempos sou tomada por uma paixão avassaladora.
É claro que isso só acontece quando estou distraída dos meus pequenos dramas.
Descobri que é possível acordar “nova” a cada novo dia. Basta se permitir libertar do passado e não ficar voltando atrás para remoer fatos que não serão mudados nunca mais, independente do que se faça. É preciso ser rio vez ou outra, porque este segue sempre em frente.
Ficar lamentando nossos erros e enganos não nos levam a lugar algum e não adianta acrescentar na nossa rotina diária os famosos “se isso, se aquilo, se tivesse”… Passou e passado só serve para nos ensinar que errar é a melhor forma de aprender a acertar. Quem nunca cometeu um erro em sua vida que atire a primeira pedra!
Então eu acordo assim: molhada de rio e me sentindo planta podada na lua minguante (as que tem as raízes fincadas na terra e se permitem expor seus galhos, folhas e frutos devem ser podadas nessa fase da lua). E assim sendo, saio de casa e vou para o meu quintal, onde a grama sorri por causa da chuva que deixa o verde das folhas bem mais intenso. Ah! E graças a chuva na manhã, o céu exibe tons diversos, entre o branco e o cinza de algumas nuvens que ainda insistem em permanecer junto a paisagem… E o azul intenso da atmosfera configura-se entre os raios solares que ainda estão fracos graças ao balé das estações e por alguns instantes, deixam o outono voltar a minha pele. As sensações são antigas… Falta-me apenas uma folha em branco, um pensamento e um verso. rs
Não sei se é o vento que me deixa assim: apaixonada…
Ou talvez a chuva e seus trovões porque eu adoro a intensidade dos trovões. Sinto como se minha pele e minha alma gritasse pelos ares, arrancando lá de dentro todas as saudades antigas, as paixões perdidas, as lágrimas escondidas e tantas outras coisas mais… Os trovões são minhas alegrias…
Não sei. Talvez a paixão me jogue pra fora e me entregue a ventania. Não sei mesmo. Talvez a chuva, sim, quando alcança a pele, faça com que eu sinta a intensidade de ser o que sou. Não sei, mas como saber?
Só sei que me sinto leve e ausente e sei que sou insuportável porque nessas horas vejo poesia até no espirro de um gatinho menino andando pelo muro em seu passeio matinal, onde ele “reclama” de sua solidão e eu entendo a minha… Vejo poesia no cair de uma folha que se despede da vida e faz isso com leveza e serenidade e eu entendo que ainda preciso fazer mais – muito mais…
Vejo poesia no canto da cigarra que avisa sobre a força do verão e das muitas tempestades que virão e eu sinto que é hora de relaxar e abraçar minhas saudades…
Vejo poesia no olhar daquele que amo, que chega sem cerimônia, espantando meu pensamento para longe e eu me perco (sem vontade alguma de me encontrar)…
Então eu vou dormir mais cedo, depois da manhã chegar em minha janela. Ouço os cantos dos pássaros rapidamente, antes de adormece e sei que estou bem. Melancólica é claro. Não podia ser diferente…
A xícara de chá fica esquecida ali no canto, junto com Campos (uma das pessoas de Pessoa). Acaricio as orelhas do meu cão e então adormeço… Já são quase sete horas da manhã.
Não sei nada sobre o mundo lá de fora. As notícias de lá, eu deixo para aqueles que gostam de sofrer…
Comigo, eu quero apenas o beijo do outro nos meus lábios e a carne sussurrando em minhas extremidades…
As paixões são assim, se renovam sempre que eu vou dormir…
Claro, tudo isso são teorias, se possíveis ou não, depende apenas de você! A minha parte eu faço sempre que desperto…
Calendário Poético 2010
As Estações…
Resolvi produzir um calendário diferenciado, afinal de contas, calendário é algo que todos nós temos em casa nos mais variados modelos (do hipermercado, da livraria, da padaria e de tantos outros lugares)…
Então que tal um cenário novo para o nosso tradicional calendário???
O calendário poético terá 12 poesias (sendo uma poesia diferente a cada mês) voltada para os temas que nos acompanham nesses 12 meses – ou seja, as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.
Sendo assim, se você é um poeta, envie suas poesias para francysoliva@gmail.com com o assunto calendário poético até o dia 13 de novembro de 2009. Se sua poesia for selecionada, ela fará parte do projeto e você será informado por email da sua participação.
Lembrando que você pode enviar quantas poesias você quiser, de acordo com o tema proposto (as estações do ano) – mas será selecionada apenas uma poesia de cada autor.
O calendário será impresso em formato A4 horizontal/preto e branco, encadernação simples e dois furos nas laterais.
A tiragem do mesmo será de 5 mil exemplares e o lançamento será no dia 05 de dezembro de 2009…
Outras informações pelo email.
lunnaguedes@gmail.com
Tudo tem começo, meio e fim…
A sabedoria está viva: como tal, é sempre imprevisível
A ordem é a outra face do caos, o caos é a outra face da ordem
A incerteza que sente em si é a passagem para a sabedoria
A insegurança está presente em quem busca
tropeça-se, mas nunca se cai
A ordem humana é feita de regras; a do mago
não tem regras – flui ao sabor da natureza vivain, O Caminho do Mago, Deepak Chopra
Carissimos, estou naquele momento de silêncio, imersa nas minhas ilusões, entregue aos meus desenhos de melancolias… Tudo isso passa, mas por enquanto sinto-me sozinha, o final desenhou-se por aqui, embora poucos o conheçam… Em breve estará lá e todos saberão que os anos passaram e que ela foi feliz na maior parte do tempo…
A vida é mesmo assim, não?
Sim, eu estou bem, mas sempre que o fim se desenha pra mim, parte de mim sangra. É sempre tão difícil despir-se de um personagem… Você acostuma-se as suas loucuras, insanidades e de repente ele sorri uma última vez e a janela se fecha.
São as formas de magia que a gente se permite…
Sábio é aquele que diz que escritores brincam de ser Deus.
Abraços a todos e até breve…
>> para acompanhar os instantes finais, siga a trilha cliquando aqui
A “difícil” arte de ser um cão…
![]()
Quase seis da manhã e meu cão (um boxer lindo, gracioso e muito amigo) desperta com meus primeiros movimentos pela manhã nublada. Desperta num salto, do sofá para a cama… Lá vem ele com sua alegria matinal me dar bom dia. Sim, vamos juntos para a cozinha: eu vou beber meu chá, ele vai tomar seu leite com biscoitos…
Um passeio pelo jardim, um xixi sobre a grama…
Se esta chovendo, ele resmunga ao seu modo, se espreguiçando e esbanjando preguiça para todos os lados. Olha pra mim com aquela cara, típica de quem diz “está tudo molhado”… Mas lá vai ele, andando na ponta dos pés. Cena engraçadíssima…
Eu me preparo para dar forma aos textos e ele roda várias vezes no mesmo lugar. Então se larga por lá. Parece dar atenção a cada toque dos meus dedos no teclado. Mais silencioso que ele, impossível… Então finalizo um texto e vamos juntos para a cozinha: eu em busca de mais um xícara de chá, ele em busca de um afago ou migalha de pão ou quem sabe mais um biscoito ou outro…
E segue a rotina matinal. Ele almoça pontualmente as 12 horas…
Eu nem preciso de relógio – pontualidade britânica é com ele mesmo! Ele se senta ao meu lado e me olha com aquela cara “então, estou aqui, esta na hora, não é”? Almoço na vasilha (polenta com carne, arroz com legumes – ele não come ração) que ele devora em segundos, bebe água e vai para o quintal feliz da vida… Depois da ida ao seu “banheiro particular” ele acelera num pique magistral. Vem correndo como se fosse o momento mais feliz de sua vida, pula no sofá e literalmente capota! É uma festa canina, de gemidos, sorrisos, contorcionismos mil e por fim o cochilo gostoso que dura até eu me movimentar para um canto qualquer. Ele sempre me segue por todos os lados…
E segue a rotina vespertina. Ele janta pontualmente as 18 horas…
Gente, eu não preciso de relógios: eu tenho um cão!
Ele foi um presente, literalmente falando, chegou em minha vida com pouco mais de quarenta e cinco dias: era uma bolinha de pelo que foi crescendo e simplesmente dobrou de tamanho nesses últimos anos… Eu preciso salientar que ninguém mais no mundo me faria tanta companhia assim: horas inteiras na mais doce serenidade, tecla após tecla. Sim, escrever com ele por perto é um raro prazer. Bate aquele branco, eu respiro fundo, abandono o teclado e lá vou eu brincar com ele e ele se levanta rapidamente como se me convidasse para curtir outras paisagens. Agita as orelhas freneticamente, se espreguiça e põe as enormes patas em meu colo. Ganho beijos (lambidas). Relaxo… E de repente – uma luz no fim do túnel surge e pronto, volto eu para cá… Eu comemoro com ele que resmunga com aquela tradicional preguiça canina, largado no chão, como quem diz “agora ela não sai mais da frente dessa tela, espero que não se esqueça de mim”…
Patrick acaba de completar 06 (seis anos) de vida: de muitas lambidas, mordidas, sorrisos, comemorações na chegada, orelhinha murcha na saída, muitas cambalhotas no sofá, muitos resmungos pelo chão, muitos olhares singulares e um carinho que só mesmo ele sabe confeccionar…
Enfim, são seis anos aprendendo com ele a ver a simplicidade de todas as coisas! Isso sem dúvida alguma merecia um post…
São Paulo da Garoa…
Este post faz parte do Blog Action Day que escolheu o tema Mudanças Climáticas esse ano, afinal, infelizmente é um assunto que deveria ser levado mais a sério por todos nós…
Enfim, eu escolhi fazer um post exibindo para os mais desatentos os efeitos das mudanças climáticas ocorridas em São Paulo nos últimos anos:
O clima de São Paulo é considerado subtropical (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 19 graus centígrados, tendo invernos brandos e verões com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente do ano é janeiro com uma temperatura média de 22°C e o mês mais frio é julho, com temperaturas acerca de 16°C.
São Paulo é a terceira capital mais fria do Brasil, sendo superada apenas por Curitiba, em primeiro lugar, e Porto Alegre em segundo, superando até mesmo, por conta de sua altitude, a litorânea Florianópolis, que se localiza mais ao sul.
São Paulo é a segunda capital mais fria, tem também um dos menores índices de insolação do Brasil, com médias de seis horas de insolação diária/mensal em janeiro e sete horas em julho.
Devido a proximidade do mar, a maritimidade é uma constante do clima local, sendo responsável por evitar dias de calor intenso no verão ou de frio intenso no inverno e tornar a cidade úmida. A umidade tem índices considerados aceitáveis durante todo o ano…
A precipitação anual média é de 1317 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são relativamente bem definidas: o inverno é ameno e estio, e o verão, moderadamente quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município.
O texto acima é uma publicação antiga que descreve o clima da Paulicéia em 1978… São pouco mais de 30 anos e não é difícil verificar o que aconteceu com a Capital Paulistana:
A famosa “garoa paulistana” hoje em dia já é uma lenda. Quem de nós apreciou esse fenômeno natural por aqui? As famosas manhãs e finais de tardes nublados cederam lugar para um céu grotescamente poluído e os ventos frios no final da tarde cederam lugar a temperaturas altas, que ultrapassam facilmente os 32o.
A umidade relativa do ar constantemente baixa a níveis preocupantes e os períodos de chuva são espaçados, sendo que praticamente triplicou o nível pluviométrico nos últimos anos. Mas aqui é assim: qualquer chuva já causa estragos diversos.
O verão está cada vez mais insuportável e as tais estações em definidas há tempos que são um folclore por aqui…
Claro que é fácil encontrar os responsáveis por isso (que somos nós mesmos) mas é mais fácil culpar políticos dizendo que eles nada fazem, culpar o transporte público (o qual sempre uso e cá entre nós, não é tão ruim quanto dizem, já vi coisa muito pior mundo a fora). Mas as pessoas aqui são comodistas: se você andar pelas ruas vai perceber que existem milhares de carros com apenas um ocupante. O lixo segue não sendo reciclado pela maioria e os rios da cidade (os que não estão canalizados) estão poluídos por esgoto clandestino, indústrias irregulares e por pessoas que acham que rios são grandes lixões…
Sim, uma coisa é preciso ser dita, há mais árvores em São Paulo hoje e talvez por isso, o estrago ainda não seja tão grande, mas poderia haver muito mais. Se cada pessoa nessa grande cidade se ocupasse de plantar uma única árvore, talvez o cenário já fosse diferente…
Enfim, a culpa não é nossa, nem do nosso comodismo, nem da nossa indiferença como uma cidade que segue sendo estrangeira para a maioria que aqui vive…
Poesia é ritmo…
E quase sempre ritmo é inquietação!
Sim, impossível pra mim ficar presa aos versos “sepultados” em páginas de livros. Acho que a poesia quer navegar em outras águas. Já falei disso aqui antes e muita gente não entendeu…
Tudo bem! Compreensão também é uma dádiva, não?
Enfim, ontem eu navegava pela net e acabei encontrando o blog Ithaca Road que me chamou a atenção de imediato.
Paulo é agitador cultural, desses que vivem tecendo novas formas de ritmos, novas formas de inquietação: então ele faz com que dois escritores subam ao palco para fazer leituras de seus textos regadas a muito som…
Dá até pra chamá-lo de “Dj poético”.
Interessante, não?
Enfim, é bom saber que alguém, em algum lugar está percebendo que a poesia tem movimento, atitude e detesta silêncio. Já era tempo…
Morning´s Gray
O primeiro poema (tantas vezes rabiscados) parece que agora ganhou finalmente sua versão final. Será?
No tempo da escola
…o seu Zé era o meu herói!
Fazia a pipoca mais gostosa
E contava suas histórias:
Com seu boné verde na cabeça
E o colete vermelho abraçando o corpanzil!
E a garotada gritando a sua volta:
“Seu Zé me dá uma pipoca!”
Mas ele também vendia balas
…algodão, chicles e mariolas!
Mas a pipoca…
Aquele cheiro invadia a sala de aula,
…e o bendito tempo não passava!
Então soava o sino e a criançada?
Corria veloz pelos corredores!
O destino? Era o Seu Zé!
O herói da molecada!
Que vendia fiado,
…e até se esquecia de quem não pagava!
Seu Zé chegava cedo à porta da escola
…com seu carrinho repleto de cores
E a velha panela de girar,
Feito o mundo lá de fora!
“Bom dia Seu Zé”!
E ele respondia faceiro
“Bom dia… Tuca… Bruna… Mariana… Juliana!”
Seu Zé era danado…
Sabia o nome de todo mundo!
E tinha gente que dizia
que o nome dele nem era Zé…
Quanta bobagem, claro que era!
Ainda ontem estive lá…
Anos depois da minha infância:
Avistei de longe o velho carrinho,
Mas o infeliz que vive por lá
não veste colete, tão pouco usa boné
De certo nem sabe estourar pipocas,
…como fazia seu Zé!
…pobres crianças de agora,
Não têm mais o herói de ontem,
…para contar amanhã!
______________________________________
Ainda há em mim o outono.
Mas lá fora é primavera (é o que dizem por aí).
“Abre Aspas Terceira Edição”
Blogagem Coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”
Um novo convite a poesia…
No dia 09 de novembro (uma segunda-feira – é claro) “abra aspas” no seu blog, escolhendo um poeta e uma poesia para deixar mais poética a blogosfera…
O convite está feito. Falta apenas você confirmar a sua presença nessa festa poética. O dia já está agendado e o local já estão reservado: o seu blog…
Considerações. Abre Aspas é uma blogagem coletiva que teve inicio no meu antigo blog: o Acqua… A coisa toda surgiu porque eu acho que é preciso poesia em nosso cotidiano para que a vida ganhe outras possibilidades: menos densas e muito mais humana…
Assim sendo, nada melhor que “Abrir Aspas” para observar o mundo a partir de uma outra perspectiva…
Conto com sua participação!
Para participar, basta você colocar o selo no seu blog e confirmar sua participação: Click here…
Um breve ensaio
As muitas sombras na escuridão da madrugada lembram os olhos seus a espiar-me entre os lençóis.
Os sentidos te descobrem entre as rugas da pele… Teu sabor ocupa os lábios meus e eu te devoro como antes, num contar de breves arrepios. Teu toque permanece no canto da pele, enquanto meu corpo se aquece e se contorce num sentir intenso de ti.
Sua lembrança segue tecendo caminhos, ilusões, saudades…
Desperto lentamente abraçada por um desejo que vai se intensificando aos poucos, como desenho que ganha formas mediante aos contornos do lápis no papel de branca aparência…Minha nuca ainda sente sua barba, meus ouvidos ainda ouvem tua respiração afotia de homem recém despertado pelos desejos que levam para ti num movimento oportuno, insensato, completamente desavisado…
E ali, naquele canto da pele, ficamos assim, nos organizando, nos reinventado sob o olhar do outro até o dia se esquecer de nós e a lembrança se apagar…
Meu corpo ainda sente tuas lacunas junto as minhas!
Comentários (9)
Comentários (27)
Comentários (10)











